quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Os Chakras e os níveis de consciência


É comum ouvirmos falar de chakras como centros de força, e que por alguma razão precisão ser alinhados. Quando ouço estes comentários logo penso sobre como somos ignorantes e como precisamos aprender mais.

Por este motivo irei compartilhar um pouco do conhecimento que adquiri durante este percurso que venho fazendo para entender verdadeiramente.
Conhecimento adquirido através de experiências de clarividência e projeção astral onde se enxerga com clareza a estrutura destes e se observa sua reação a cada tipo de emoção ou sentimentos que manifestamos.

Não pretendo dizer que o que estou escrevendo é a verdade pura, e nem pretendo desmerecer as inúmeras interpretações dos chakras em diversas culturas e religiões.
  • O que são os Chakras? 
  • Para que servem?
  • Como realmente funcionam?
  • Qual a importância deles?
Os Chakras são vórtices energéticos que interligam-se ao corpo físico através do sistema endócrino.
Sua função é captar e exteriorizar energias. Os Chakras estão ligados aos Nadis e Meridianos do nosso corpo energético que por sua vez estão ligados ao sistema nervoso que estão ligados ao sistema endócrino, que levam as energias até a corrente sanguínea revitalizando nosso corpo físico.

 Os chakras giram em uma velocidade altíssima tanto no sentido horário(captando energia) como no sentido anti-horário (Exteriorizando energias).

Nas mulheres - Os chakras giram por padrão no sentido anti-horário enquanto nos homens no sentido horário. Isso não significa que eles não possam girar no sentido oposto, porem a maior parte do tempo eles giram e um só sentido.


Os chakras são responsáveis por captar, modular e exteriorizar energias imanentes.
Energia Imanente - É a energia que vem do universo e permeia tudo a nossa volta. Esta energia não tem contexto emocional ela é pura sem nenhum tipo de codificação humana ou de qualquer outra consciência.
Energia consciencial - é a energia imanente que foi  captada pelos chakras e modulada (transformada, codificada) pelos nossos processos emocionais através dos chakras.

Chakras inferiores - São chakras que não possuem competência para ler ou exteriorizar energias de sentimento. São responsáveis por processar toda manifestação emocional de nossa consciência.
Os chakras inferiores são: Básico, Sexual, Esplênico e Umbilical.


Emoção - É um processo reativo, instintivo e involuntário, que manifestamos em diferentes situações de nossas vidas. Está associado aos chakras inferiores. Nós pensamos e logo sentimos algo relativo a este pensamento. O pensamento é uma manifestação da consciência e esta manifestação é processada pelos chakras.
O pensamento gera emoção ou sentimento e estes são expressos energeticamente pelos chakras.

Quando manifestamos alguma emoção, nossos chakras processam em  determinada frequência.
Ex.: Quando sentimos medo, estamos exteriorizando nossas energias pelo chakra básico. Esta energia é codificada em uma determinada frequência.

Desta forma, todas as emoções que sentimos estão relacionadas em uma frequência ou grupo de frequências de um chakra. Abaixo irei mostrar os chakras e suas competências de leitura energética.

Vídeo ilustrativo sobre o funcionamento dos chakras.



Sentimento - O sentimento é uma manifestação isenta de qualquer processo emocional, é um entendimento profundo da situação, é a percepção do aqui agora, é estar no presente focado e lúcido, é ser totalmente racional consciente. O sentimento é a condição necessária para que uma consciência consiga manifestar a energia do amor.
Por não conter emoções em seu contexto, o sentimento é processado e expressado energeticamente pelos chakras superiores.

Chakras Superiores - São os chakras que possuem a capacidade de interpretar e gerar as energias a nível sentimental. O sentimento é uma condição que só é manifestada por pessoas que já alcançaram um nível intermediário de consciência.
Para se expressar com sentimento a pessoa deve estar com a consciência ancorada pelo menos no chakra cardíaco.














segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Curso de Ética

Tolerância e Laicidade

Laicidade é um pricipio politico
Laicidade é atributo de uma sociedade.


Tolerancia é um principio moral, é uma virtude moral.
1 - um critério de conduta que diz respeito a cada individuo, - um critério de conduta individual.
2 - uma virtude que se opõe a cólera, ao fanatismo, a raiva, a violencia etc.
virtude que nos leva a aceitar pensamento, discurso, e comportamento do outro que não aprovamos.
Aceitar a manifestação do outro, com os quais não concordamos ou não aprovamos.
A tolerancia é algo que exercemos na convivencia com o outro.

Presupostos:
1 - A tolerancia sempre será em relação a alguém. é preciso que haja o outro.
2 - Que o outro manifeste pensamento, discurso, comportamento ou seja se comuniquei.
3 - Que o outro comunique algo que não aprovo ou não esteja de acordo.
4 - Dissonacia cognitiva. ("Todos tendemos, a procurar no mundo mensagens que sejam alinhadas com o
 que achamos certos, e evitar o que são contraditórios a nossas convicções")


1 - Não há tolerancia enquanto virtude moral na ausencia do outro
2 - Na presença de quem não manifesta.
3 - Na concordancia.

Voutair -> "Eu não compartilho suas ideias, mas lutaria até a morte para que você pudesse expressá-las."

A tolerancia é uma virtude moral que resiste ao ódio.
Embora a tolerancia seja uma resitencia ao ódio, ela não se confunde com ele.
As virtudes morais são uma exclusão deliberada racionalmente do comportamento de quem ódeia.

1 - É UMA RESISTENCIA AO DESCONFORTO A DISSONÁNCIA.
2 - CONCEITO ESPINOSANO DO AMOR - O AMOR É UMA ALEGRIA ACOMPANHADA DA IDÉIA DA SUA CAUSA, VC ME ALEGRA E EU SEI QUE É VC QUE ME ALEGRA
ENTÃO EU SO POSSO SER AFETADO DE AMOR POR VC. PQ VC É A CAUSA DA MINHA ALEGRIA E EU SEI DISSO.
2 - O ÓDIO É O CIMÉTRICO OPOSTO, , VC ME INTRISTESSE E EU SEI DISSO.

A TOLERANCIA É VIRTUDE MORAL QUE PRE SUPÓE UMA TRISTEZA, NO DESACORDO, A TOLERANCIA SÓ PODE ACONTECER NA TRISTEZA.
1 - A TOLERANCIA É UMA RESITENCIA AO ÓDDIO.


Visão de conjunto



1 - Etica das virtudes - Aristotelis - Etica a nicômaco - Etica das virtudes - (Reflexão sobre uma trajetória, Como devemos agir, O que é a vida bem sucedida)
 - É apartir das plantas que aristótelis define sua visão ética. (uma pessoa com potencial de Asaléia, pode se tornar uma asaléia robusta se as condições para tal acontecerem, do contrário ela será sempre uma azaléia chucra.)
Todo potencial está dentro da muda de azaléia enquanto possibilidade, porem é preciso que haja condições para que a potência da azaléia desabroche.
 - A discusão de vida boa dependerá da tranformação de uma potência em ato.
 - A etica das virtudes é a etica do florecimento botânico. Voce pode ser uma potencia que desabrocha em ato, ou voce pode ser uma potencia que dá chabú porque vive em condições que não são propícias.
 - Quais as tuas potências?
 - Existem potencias que são determinantes
 - é preciso descobrir a potencia e encontrar as condições ideais para que aquela potencia possa desabrochar.
 - E o desabrochar da potencia no homem, aristotelis chamava de Eudaimonia (O pleno florecer das tuas potências)
 - Este pleno florer das potências deve depender de coisas que tem haver com você, e de coisas que não tem haver com você.

 - Muitas vezes você é uma azaléia, que não encontrará jamais as condições para o pleno florercer das tuas potências.

2 - Teorias Morais - (Reflexão sobre as condutas)

Teorias morais se dividem em dois grandes grupos:

 2.1 CONSEQUENCIALISMO ( O valor da conduta depende das consequências)
2.1.1 CONSEQUENCIALISMO Pragmatismo (Age bem aquele que consegue o que queria conseguir agindo) Maquiavel
2.1.2 CONSEQUENCIALISMO Utilitarismo (Age bem aquele que consegue beneficiar o maior numero de pessoas afetados por aquela ação) Jeremi Bentor, Jon stuart Mill

2.2 DEONTOLOGIA (Moral de princípios)
3 - ÉTICA PROFISSIONAL ->

CONSEQUENCIALISMO -> Sempre será relativo pois o valor da ação é relativo as consequências. Sempre será o outro que julgará se sua ação foi boa ou ruim e como o outro não é uma constante, o valor da ação serguirá a mesma variável.

DEONTOLOGIA -> Princípios pré estabelecidos para avaliar o valor da ação.
DIDÁTICA -> Ciência que estuda a deontologia do aula. ( O valodr da aula não depende da avaliação do aluno, será sempre boa se respeitar a deontologia da aula)
DEONTOLOGIA -> Sempre será absoluta -> pois se atender os principios sempre será boa, se não atender sempre será ruim.

PRAGMATISMO -> Filosofia que avalia o valor da ação com base em: se o fim predentido foi alcançado ou não. ( se sim, o valor da ação foi boa, senão, ruim.)

-> O Deontólogo está preocupado com o que você faz, enquando o consequencialista está preocupado o que você gostaria que acontecesse.

ÉTICA PROFISSIONAL -> Ética associada a uma área profissional
vantagens -> quem fala sobre a etica tem grande conheciemnto pratico da area
desvantagem -> a grande desvangagem é acreditar que a ética é só uma questão profissional. Perder a ideia que a etica é uma coisa só.


terça-feira, 19 de outubro de 2010

AS MEDITAÇÕES DA PINEAL

28/03/2010
AS MEDITAÇÕES DA PINEAL
PEDRO TORNAGHI


A glândula pineal sempre teve uma importância fundamental para a saúde e para a espiritualidade na visão indiana. No ocidente porém, é recente o reconhecimento de sua relevância. Até bem pouco tempo, até os anos sessenta, ela era considerada um órgão remanescente da história evolutiva humana, algo, assim como o apêndice do intestino, que já teria tido uma função orgânica em outros tempos e que resistiria, apenas, por inércia no corpo.
Em 1953 o Dr Aaron Lerner, um dermatologista norte-americano interessado em novas possibilidades de cura do vitiligo teve a intuição de pesquisar se haveria algum hormônio envolvido no processo de descoloração de pele ocorrido na doença. Ele saiu em procura de literatura científica acerca do assunto e descobriu um artigo de 1917 que falava de uma experiência onde glândulas pineais de bois haviam sido trituradas e lançadas em um tanque cheio de girinos. Relatava o artigo que, após meia-hora, a pele dos girinos havia se tornado transparente, possibilitando enxergar seus corações e intestinos. O artigo não despertou maiores interesses na época e o assunto foi esquecido.
Dr Aaron sentiu haver ali uma pista do que buscava e dedicou seis anos de pesquisa árdua, junto a uma dedicada equipe, até identificar a estrutura molecular de um hormônio totalmente novo e desconhecido, o mais potente hormônio que ele conhecera até então. Dr Lerner batizou o hormônio de ?melatonina?, uma junção de ?mela? e ?tonina?, em referência à melanina, uma vez que o hormônio clareava as células que produzem o pigmento melanina e a serotonina, o neurotransmissor precursor da melatonina.
Nos anos seguintes, Lerner e outros cientistas passaram a investigar o alcance dessa descoberta e, dentre esses novos pesquisadores, destacou-se o Dr Russel Reiter, que dedicou as últimas cinco décadas investigando as funções e aplicações possíveis desse hormônio.
As experiências em laboratório se mostraram cheias de surpresas para os cientistas que, aos poucos, foram identificando o novo hormônio como um versátil e poderoso antioxidante. Descobriu-se nele o dobro da capacidade de combater radicais livres do que possuía a vitamina E, o mais poderoso anti-oxidante até então conhecido. A melatonina trazia entre seus benefícios desde a diminuição de risco de doenças cardíacas e certos tipos de câncer até o abrandamento da incidência de catarata.
Foram feitas experiências com ratos contaminados com câncer e HIV e os resultados foram sempre animadores. Em uma dessas experiências, ratos que receberam doses extras de melatonina foram induzidos a diferentes tipos de câncer. Enquanto ratos que não haviam recebido a dose extra desenvolviam a doença, os que haviam recebido a dose, não desenvolviam. O mesmo foi feito com o vírus da AIDS. Primeiro inoculou-se o vírus em dois grupos de ratos, um alimentado com fortes cargas de melatonina e outro com placebo. Nos ratos que receberam a melatonina, o vírus não se tornou ativo, enquanto nos outros o virus teve a progressão natural da doença. Em seguida, se inverteu a experiência, inoculando antes o vírus HIV em ambos os grupos e, depois dele se tornar positivo, foi dada uma dose extra diária de melatonina a metade dos ratos. Os que tomaram melatonina, praticamente não foram vitimas de doenças oportunistas, as mesmas que vitimaram a maioria dos ratos do outro grupo. Todas essas experiências e muitas outras estão registradas no livro do Dr Reiter, ?Melatonina?.
Mas os efeitos positivos da melatonina não paravam por aí. Aos poucos foi-se descobrindo que ela desencadeia o ciclo natural do sono, combatendo a insônia, a ansiedade e a depressão. Além de ser ela a responsável pelo alongamento do período mais restaurador do sono. Notou-se que quando os níveis de melatonina atingem seu ponto máximo durante o sono, ocorre uma significativa diminuição do cortisol no sangue - o hormônio do estresse. Isso significa que, sob essas doses, o estresse perde sua capacidade destrutiva das células comuns e das neurais.
A equipe do Dr Reiter chegou à conclusão de que a melatonina é o mais importante hormônio para quem deseja usufruir de uma longevidade saudável, uma vez que os ratos alimentados com a dose extra do hormônio viveram até 20% mais de tempo e em condições mais saudáveis do que os que foram privados da dose. Mais tarde, experiências com voluntários humanos, confirmaram que a melatonina realmente tem o potencial de prolongar, de maneira outrora inimaginável, os anos de vida saudável e produtiva do homem, adiando a instauração de doenças como artrite, diabetes, câncer, Alzheimer e Parkinson e propiciando uma capacidade cognitiva e uma memória afiada na idade avançada.
Talvez, a maior contribuição que se possa dar para amenizar ou em alguns casos até reverter o quadro de envelhecimento vertiginoso a que estamos destinados, seja o aumento da quantidade de melatonina no sangue. O problema é que a partir da puberdade, a glândula pineal começa a decrescer significativamente a produção de melatonina. É preciso que alguma coisa a mais seja feita para que esse processo seja revertido.
Há duas maneiras conhecidas para se aumentar a concentração desse hormônio no sangue, a níveis desejados para quem deseja melhorar seu desempenho físico e intelectual com o passar dos anos. Pode-se tomar o hormônio sintetizado em pílulas ou reeducar a pineal para otimizar o seu funcionamento. Podemos fazer um deles ou ambos. A diferença entre os dois pode ser comparada com a diferença entre tomar leite materno ou de vaca quando se é bebê. Os dois têm cálcio e outros nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê, mas um deles é feito sob medida e encontra rejeição quase nula no recém-nascido. O quanto pudermos regenerar nossa glândula e aprimorar seu funcionamento através das milenares meditações da pineal, certamente será melhor.
Como dissemos no início do artigo, para a medicina clássica indiana, a pineal sempre foi considerada importante. Ela é ligada a um chakra essencial para o desenvolvimento da visão espiritual e da meditação. Isso inspirou a cuidadosa criação e elaboração de muitas meditações e diferentes técnicas de ativação da glândula nos últimos milênios. Essas técnicas foram reunidas e sistematizadas para serem usadas no curso ?Memória e Rejuvenescimento através da Meditação?. São uma parte importante do processo de regeneração celular, desenvolvimento e preservação da memória a que o curso se propõe a facilitar.

EXPLORE A SUA RESPIRAÇÃO

24/07/2010
EXPLORE A SUA RESPIRAÇÃO
PEDRO TORNAGHI


Se quisermos investigar as diferentes possibilidades da respiração e as implicações que as diversas maneiras de respirar podem ter em nossa psicologia e estado emocional, convém começar por suas qualidades físicas. Por exemplo, o ritmo respiratório é feito de dois movimentos básicos, inspirar e expirar. Se entendermos o que cada um desses movimentos produz nas camadas mais superficiais e nas mais profundas de nossa psique, teremos dado um passo importante para um relacionamento mais consciente e saudável com o ato de respirar.
O que cada um desses movimentos significa em essência? A inspiração nos energiza enquanto a expiração é um momento de relaxamento. A inspiração ativa o metabolismo, estimula nossa capacidade de trocar energia com o que está em volta, enquanto a expiração nos induz a um momento de entrega. A inspiração está para a força como a expiração para a sensibilidade.
Logo, com esses mínimos dados, já é possível começar uma exploração prática de sua relação com a respiração. Experimente, por exemplo, alongar o tempo de cada inspiração e diminuir o da expiração, o que acontece? Você ficará mais disposto e disponível para se lançar em atividades dinâmicas.
Certa vez, eu estava começando um curso de Criatividade e Meditação com um grupo de pessoas muito resistentes, elas eram em sua maioria da área tecnológica e trabalhavam em uma grande empresa de comunicação que havia me contratado na expectativa de que o workshop as deixasse menos estressadas e mais criativas. Em nosso primeiro encontro elas se apresentaram tão passivas e desenergizadas que estava difícil propor qualquer trabalho mais dinâmico. Fiz uma experiência com elas, coloquei a música Cajá de Caetano Veloso para tocar ? uma música em compasso 5/4, um ritmo que divide cada célula de tempo em 5 tempos ? e pedi a elas que inspirassem nos 4 primeiros tempos de cada compasso da música e expirassem no último. Depois de 5 minutos, elas pareciam cuspir energia pelos olhos, e se mostravam aptas e até desejosas de um trabalho ativo. Esse ritmo pode ser muito útil para quem passa por crises de falta de motivação, por ciclos viciosos ou por momentos de inércia ou acomodação.
O contrário também é verdade, tente, durante 5 a 10 minutos, soltar o ar o mais lentamente possível e depois, espere o corpo inspirar, por si só. Nessa nova maneira de respirar você controlará a saída do ar, mas não controlará a entrada. Isso provocará um leque de benefícios em você. Em primeiro lugar, por soltar o ar o mais lentamente possível, vai chegar a um momento em que seu corpo sentirá urgência de ar e, nesse momento, ele provocará como que um pequeno solavanco na inspiração, o que lhe possibilitará experimentar a restauração do reflexo natural do diafragma. O diafragma é o principal músculo envolvido na respiração e em uma sociedade como a nossa, voltada para o controle, a tensão e a ansiedade, ele se tornou um músculo tolhido de seu reflexo natural. Experimentar esse reflexo acontecendo novamente tem uma infinidade de implicações positivas e nos dá, de imediato, uma sensação de liberdade emocional e psicológica que, por si só, já justificaria o experimento. Mas não é apenas isso, esse ritmo lhe tornará uma pessoa mais afável, acolhedora e gentil, aumentará sua paciência, serenidade e capacidade de concentração. Ele o tornará uma pessoa mais disponível para a meditação e mais sensível para os acontecimentos subjetivos.
Uma das verdades envolvidas nos dois exercícios acima é que no primeiro você passou mais tempo inspirando, ou seja, na parte ativa da respiração, no segundo, passou mais tempo expirando, na parte passiva da respiração. Só isso já foi o suficiente para o primeiro o deixar mais disposto e o segundo mais calmo, receptivo e reflexivo.
Podemos ainda explorar os ritmos por outros ângulos. Em experiências em meus cursos, em exercícios de respiração acompanhados pela música de Mozart, Bach, Paisielo, Handel, Vivaldi, Britten entre outros, descobrimos muitas coisas nos anos em que estávamos criando a Terapia da Respiração. Uma das descobertas dignas de nota foi perceber que exercícios embalados por músicas de ritmos trinários deixavam a pessoa mais dinâmica, ágil, alegre, com sensação de potência, força e grandiosidade e exercícios com trilhas sonoras de ritmos quaternários, aumentavam no praticante a sensação de estabilidade, segurança, repouso e senso de realidade. Com o tempo passamos a usar exercícios em ritmos trinários para pessoas que se queixavam de ser excessivamente reflexivas mas pouco dinâmicas e exercícios de ritmos quaternários para pessoas que se mostravam muito sensíveis, mas com dificuldade de estruturar suas vidas. Os praticantes não precisavam saber o que era um ritmo trinário ou quaternário, precisavam apenas saber qual música acompanhar durante o exercício, dependendo do resultado desejado.
Mas, a exploração de ritmos com a respiração não se restringe a esses fundamentos, esse parece ser um universo infinito. O que pode acontecer se passamos a adicionar outros elementos à respiração? Por exemplo, os workshops de terapia da respiração sempre nos confirmaram que a respiração pela boca está para a emoção como a do nariz está para o pensamento. Isso quer dizer que a mesma respiração de que falamos acima, que traz espontaneidade ao diafragma, pode induzir à espontaneidade mental, se feita pelo nariz, ou emocional, se praticada pela boca.
Da mesma maneira, técnicas com ritmo quaternário, quando praticadas pelo nariz, induzem à estabilidade mental enquanto uma vez feitas pela boca, induzem à ordenação de conteúdos emocionais. Já técnicas de ritmo trinário, se utilizadas pelo nariz, trazem dinamismo mental, aumentam a capacidade de decisão, o reflexo de raciocínio e a eficiência da percepção e da memória. Se feitas pela boca, as mesmas técnicas, tiram a pessoa de estados de inércia emocional e a ajudam a limpar-se de antigas mágoas, ressentimentos e medos irracionais, estimulando o espírito de aventura e produzindo na pessoa um carisma envolvente.
A relação das técnicas de respiração com a boca e o nariz fica ainda mais rica quando nos lembramos que podemos inspirar pelo nariz e soltar o ar pela boca ou vice-versa. A inspiração pelo nariz e expiração pela boca é a mais calmante das possibilidades da respiração. É fácil de entender. O nariz é um tubo mais apertado que o canal da boca, logo, exige um pouco mais de pressão, de força muscular para o ar passar por aí. Já a respiração com o ar entrando pela boca e saindo pelo nariz pode criar uma sensação interna de compressão na pessoa. A primeira possibilidade costuma se agradável e a segunda pode causar desconforto na pessoa.
Mas ainda não precisamos parar por aí. Nesses mesmos workshops, descobrimos meio que por intuição, meio que por acaso, que os ritmos sincopados desenvolvem a criatividade. Ritmos sincopados são ritmos onde respiramos no contra-tempo da contagem dos compassos, no tempo mais fraco e menos óbvio. As respirações de ritmo sincopado costumam ser muito úteis para que as pessoas enxerguem pontos cegos em si.
Podemos ainda respirar continuamente ou com o ar entrecortado, podemos fazer todos esses ritmos acima mais acelerados ou mais calmos, colocando mais força ou suavidade em diferentes momentos da respiração, podemos criar sequências de ritmos respiratórios que combinem diferentes ritmos para chegar a uma estratégia definida para os mais diversos fins.
Quem se utiliza das sequências respiratórias da Terapia da Respiração pode se beneficiar de muitas formas objetivas ao aprender a atenuar a ansiedade, a insônia ou o desânimo, ao melhorar constantemente o desempenho pessoal e desenvolver talentos adormecidos mas, a mais essencial qualidade dos ritmos respiratórios é, sem dúvida, a oportunidade que se abre à nossa frente de estabelecermos e trilharmos uma estrada de investigação clara e direta de nosso universo interno.